O PROVIMENTO 65 DO CNJ: O RECONHECIMENTO DE QUE A ATA NOTARIAL PARA FINS DE USUCAPIÃO EXTRAJUDICIAL SEMPRE TEVE CONTEÚDO FINANCEIRO
<p align="justify"><span style="font-family: 'Times New Roman', serif;"><span style="font-size: medium;"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Arial, serif;"><strong>O PROVIMENTO 65 DO CNJ: O RECONHECIMENTO DE QUE A ATA NOTARIAL PARA FINS DE USUCAPIÃO EXTRAJUDICIAL SEMPRE TEVE CONTEÚDO FINANCEIRO</strong></span></span></span></span></p> <p align="right"><span style="font-family: 'Times New Roman', serif;"><span style="font-size: medium;"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Arial, serif;">Letícia Franco Maculan Assumpção*</span></span></span></span></p> <p style="text-align: justify;" align="justify"><span style="font-family: 'Times New Roman', serif;"><span style="font-size: medium;"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Arial, serif;"><strong>Introdução</strong></span></span></span></span></p> <p style="text-align: justify;" align="justify"><span style="font-family: 'Times New Roman', serif;"><span style="font-size: medium;"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Arial, serif;">Em 18 de novembro de 2015, publicamos artigo denominado: </span></span><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Arial, serif;"><em>A ata notarial para fins de usucapião tem conteúdo financeiro.<a class="sdfootnoteanc" href="#sdfootnote1sym" name="sdfootnote1anc"><sup>1</sup></a> </em></span></span><span style="font-family: Arial, serif;">O objetivo daquele artigo era esclarecer </span><span style="font-family: Arial, serif;">a forma de cobrança da ata notarial para fins de usucapião administrativa, prevista no art. 216-A<a class="sdfootnoteanc" href="#sdfootnote2sym" name="sdfootnote2anc"><sup>2</sup></a>, da Lei nº 6.015/73, com redação dada pelo art. 1.071 da Lei nº 13.105/2015 (que também contém o novo CPC).</span></span></span></p> <p style="text-align: justify;" align="justify"><span style="font-family: 'Times New Roman', serif;"><span style="font-size: medium;"><span style="font-family: Arial, serif;">Também tinha como objetivo analisar a questão da desnecessidade de nova lei estadual para adequar as tabelas a essa nova realidade da ata notarial para fins de usucapião, diferente de todas as demais atas notariais até então previstas no ordenamento jurídico brasileiro. Naquela oportunidade, explicamos que todas as leis dos Estados já tinham previsão de escritura com conteúdo financeiro e a ata notarial para fins de usucapião era uma espécie dessas escrituras. Esse entendimento foi expressamente reconhecido pela Corregedoria da Bahia.</span></span></span></p> <p style="text-align: justify;" align="justify"><span style="font-family: 'Times New Roman', serif;"><span style="font-size: medium;"><span style="font-family: Arial, serif;">Em dezembro de 2017, finalmente, o Conselho Nacional de Justiça - CNJ, por meio do </span><span style="font-family: Arial, serif;">Provimento nº 65, de 14 de dezembro de 2017, </span><span style="font-family: Arial, serif;">que é uma norma interpretativa, reconheceu que a ata notarial para fins de usucapião sempre teve conteúdo financeiro, tanto que determinou a aplicação imediata das tabelas estaduais referentes a escrituras com conteúdo financeiro. O presente artigo busca esclarecer sobre a norma interpretativa tributária, que pode entrar em vigor de imediato.</span></span></span></p> <p style="text-align: justify;" align="justify"><span style="font-family: 'Times New Roman', serif;"><span style="font-size: medium;"><span style="font-family: Arial, serif;"><strong>1- O Provimento nº 65/CNJ e os emolumentos para as atas notariais para fins de usucapião extrajudicial</strong></span></span></span></p> <p style="text-align: justify;" align="justify"><span style="font-family: 'Times New Roman', serif;"><span style="font-size: medium;"><span style="font-family: Arial, serif;">Conforme o Provimento nº 65/CNJ, os emolumentos para as atas notariais para fins de usucapião extrajudicial, - </span><span style="font-family: Arial, serif;"><strong>seja para as atas notariais completas, seja para aquelas relacionadas à usucapião</strong></span><span style="font-family: Arial, serif;">, - na ausência de lei estadual específica, serão aqueles previstos no art. 26, I. Assim, as atas notariais para fins de usucapião, todas elas, têm conteúdo financeiro: </span></span></span></p> <p style="text-align: justify;" align="justify"><span style="font-family: 'Times New Roman', serif;"><span style="font-size: medium;"><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: small;"><em>Art. 26. </em></span></span><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: small;"><em><u><strong>Enquanto não for editada, no âmbito dos Estados e do Distrito Federal, legislação específica</strong></u></em></span></span> <span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: small;"><em>acerca da fixação de emolumentos para o procedimento da </em></span></span><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: small;"><em><u><strong>usucapião extrajudicial</strong></u></em></span></span><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: small;"><em>, serão adotadas as seguintes regras:</em></span></span></span></span></p> <p style="text-align: justify;" align="justify"><span style="font-family: 'Times New Roman', serif;"><span style="font-size: medium;"><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: small;"><em>I – no tabelionato de notas, a ata notarial </em></span></span><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: small;"><em><u><strong>será considerada ato de conteúdo econômico</strong></u></em></span></span><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: small;"><em>, </em></span></span><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: small;"><em><u><strong>devendo-se tomar por base para a cobrança de emolumentos o valor venal do imóvel relativo ao último lançamento do imposto predial e territorial urbano ou ao imposto territorial rural ou, quando não estipulado, o valor de mercado aproximado.</strong></u></em></span></span><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: small;"> (sem grifos no original)</span></span></span></span></p> <p style="text-align: justify;" align="justify"><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: medium;">Importante observar que o CNJ determinou que, DE IMEDIATO, a cobrança deve ser feita considerando que a ata notarial é ato com conteúdo econômico, devendo ter por base o valor venal do imóvel para fins de IPTU ou ITR, ou, quando não estipulado, o valor de mercado.</span></span></p> <p style="text-align: justify;" align="justify"><br /> </p> <p style="text-align: justify;" align="justify"><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: medium;"><strong>2- A razão pela qual a ata notarial para fins de usucapião extrajudicial sempre teve conteúdo financeiro</strong></span></span></p> <p style="text-align: justify;" align="justify"><span style="font-family: 'Times New Roman', serif;"><span style="font-size: medium;"><span style="font-family: Arial, serif;">No Congresso do CNB 2015, no qual foram comemorados os 450 anos do Notariado no Brasil, foi publicado o </span><span style="font-family: Arial, serif;"><strong>ENUNCIADO CNB 2015 nº</strong></span><span style="font-family: Arial, serif;"><strong> 8, com o seguinte conteúdo</strong></span><span style="font-family: Arial, serif;"><em><strong>: A ata notarial para fins de usucapião tem conteúdo econômico.</strong></em></span></span></span></p> <p style="text-align: justify;" align="justify"><span style="font-family: 'Times New Roman', serif;"><span style="font-size: medium;"><span style="font-family: Arial, serif;">Obviamente a ata notarial tem conteúdo financeiro, posto que </span><span style="font-family: Arial, serif;"><strong>é REQUISITO ESSENCIAL, previsto em lei, para a aquisição da propriedade por meio da usucapião extrajudicial.</strong></span></span></span></p> <p style="text-align: justify;" align="justify"><span style="font-family: 'Times New Roman', serif;"><span style="font-size: medium;"><span style="font-family: Arial, serif;">Mas qual a conseqüência da afirmação de que a ata notarial para fins de usucapião tem conteúdo financeiro?</span></span></span></p> <p style="text-align: justify;" align="justify"><span style="font-family: 'Times New Roman', serif;"><span style="font-size: medium;"><span style="font-family: Arial, serif;">Para melhor compreender a questão, é necessário analisar a Lei Federal 10.169/2000, que r</span><span style="font-family: Arial, serif;">egula o <a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constitui%C3%A7ao.htm#art236%C2%A72">§ 2</a></span><a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constitui%C3%A7ao.htm#art236%C2%A72"><sup><span style="font-family: Arial, serif;">o</span></sup><span style="font-family: Arial, serif;"> do art. 236 da Constituição Federal</span></a><span style="font-family: Arial, serif;">, mediante o estabelecimento de normas gerais para a fixação de emolumentos relativos aos atos praticados pelos serviços notariais e de registro.</span></span></span></p> <p style="text-align: justify;" align="justify"><span style="font-family: 'Times New Roman', serif;"><span style="font-size: medium;"><span style="font-family: Arial, serif;">Determina a referida Lei Federal, no que interessa ao presente estudo:</span></span></span></p> <p style="text-align: justify;" align="justify"><span style="font-family: 'Times New Roman', serif;"><span style="font-size: medium;"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: small;"><em>Art. 1</em></span></span></span><span style="color: #000000;"><sup><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: small;"><em><u>o</u></em></span></span></sup></span><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: small;"><em><strong> </strong></em></span></span></span><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: small;"><em>Os Estados e o Distrito Federal fixarão o valor dos emolumentos relativos aos atos praticados pelos respectivos serviços notariais e de registro, observadas as normas desta Lei.</em></span></span></span></span></span></p> <p style="text-align: justify;" align="justify"><a name="art1p"></a> <span style="font-family: 'Times New Roman', serif;"><span style="font-size: medium;"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: small;"><em><u><strong>Parágrafo único. O valor fixado para os emolumentos deverá corresponder ao efetivo custo e à adequada e suficiente remuneração dos serviços prestados</strong></u></em></span></span></span><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: small;"><em>.</em></span></span></span></span></span></p> <p style="text-align: justify;" align="justify"><a name="art2"></a> <span style="font-family: 'Times New Roman', serif;"><span style="font-size: medium;"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: small;"><em>Art. 2</em></span></span></span><span style="color: #000000;"><sup><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: small;"><em><u>o</u></em></span></span></sup></span><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: small;"><em> </em></span></span></span><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: small;"><em>Para a fixação do valor dos emolumentos, a Lei dos Estados e do Distrito Federal levará em conta a natureza pública e o caráter social dos serviços notariais e de registro, atendidas ainda as seguintes regras:</em></span></span></span></span></span></p> <p style="text-align: justify;" align="justify"><a name="art2i"></a> <span style="font-family: 'Times New Roman', serif;"><span style="font-size: medium;"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: small;"><em>I – os valores dos emolumentos constarão de tabelas e serão expressos em moeda corrente do País;</em></span></span></span></span></span></p> <p style="text-align: justify;" align="justify"><a name="art2ii"></a> <span style="font-family: 'Times New Roman', serif;"><span style="font-size: medium;"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: small;"><em>II – os atos comuns aos vários tipos de serviços notariais e de registro serão remunerados por emolumentos específicos, fixados para cada espécie de ato;</em></span></span></span></span></span></p> <p style="text-align: justify;" align="justify"><a name="art2iii"></a> <span style="font-family: 'Times New Roman', serif;"><span style="font-size: medium;"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: small;"><em><u><strong>III – os atos específicos de cada serviço serão classificados em:</strong></u></em></span></span></span></span></span></p> <p style="text-align: justify;" align="justify"><a name="art2iiia"></a> <span style="font-family: 'Times New Roman', serif;"><span style="font-size: medium;"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: small;"><em>a) </em></span></span></span><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: small;"><em><strong>atos relativos a situações jurídicas, sem conteúdo financeiro, cujos emolumentos atenderão às peculiaridades socioeconômicas de cada região;</strong></em></span></span></span></span></span></p> <p style="text-align: justify;" align="justify"><a name="art2iiib"></a> <span style="font-family: 'Times New Roman', serif;"><span style="font-size: medium;"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: small;"><em>b) </em></span></span></span><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: small;"><em><u><strong>atos relativos a situações jurídicas, com conteúdo financeiro</strong></u></em></span></span></span><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: small;"><em><strong>, cujos emolumentos serão fixados mediante a observância de faixas que estabeleçam valores mínimos e máximos, nas quais enquadrar-se-á o valor constante do documento apresentado aos serviços notariais e de registro.</strong></em></span></span></span></span></span></p> <p style="text-align: justify;" align="justify"><a name="art2p"></a> <span style="font-family: 'Times New Roman', serif;"><span style="font-size: medium;"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: small;"><em>Parágrafo único. Nos casos em que, por força de lei, devam ser utilizados valores decorrentes de avaliação judicial ou fiscal, estes serão os valores considerados para os fins do disposto na alínea</em></span></span></span><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: small;"><em> </em></span></span></span><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: small;"><em>b</em></span></span></span><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: small;"><em> </em></span></span></span><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: small;"><em>do inciso III deste artigo. </em></span></span></span><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: small;">(sem grifos no original</span></span></span><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Arial, serif;">)</span></span></span></span></p> <p style="text-align: justify;" align="justify"> </p> <p style="text-align: justify;" align="justify"><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: medium;">Logo, </span></span><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: medium;"><strong>ao interpretar a legislação estadual referente aos emolumentos</strong></span></span><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: medium;">, sempre já deveriam ter sido observadas as normas acima reproduzidas, pois são NORMAS GERAIS FEDERAIS, que fundamentam todas as leis de emolumentos dos Estados-membros. </span></span></p> <p style="text-align: justify;" align="justify"> </p> <p style="text-align: justify;" align="justify"><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: medium;">E a Lei Federal nº 10.169/2000 estabeleceu critérios para a fixação dos emolumentos, determinando, de forma expressa, que </span></span><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: medium;"><strong>os atos relativos a situações jurídicas </strong></span></span><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: medium;"><u><strong>sem conteúdo financeiro</strong></u></span></span><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: medium;"><strong> terão </strong></span></span><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: medium;"><u><strong>valores fixos</strong></u></span></span><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: medium;"> e </span></span><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: medium;"><strong>os atos relativos a situações jurídicas </strong></span></span><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: medium;"><u><strong>com conteúdo financeiro</strong></u></span></span><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: medium;"><strong> serão fixados mediante a observância de </strong></span></span><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: medium;"><u><strong>faixas de valor</strong></u></span></span><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: medium;">. </span></span></p> <p style="text-align: justify;" align="justify"> </p> <p style="text-align: justify;" align="justify"><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: medium;">Assim, nos Estados nos quais a legislação somente prevê a ata notarial em valor fixo, há que se compreender, tendo em vista a determinação da lei federal, que aquela ata notarial é a SEM CONTEÚDO FINANCEIRO.</span></span></p> <p style="text-align: justify;" align="justify"> </p> <p style="text-align: justify;" align="justify"><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: medium;"><strong>E como se cobra a ata com conteúdo financeiro? Da mesma forma que se cobram </strong></span></span><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: medium;"><u><strong>todas as escrituras com conteúdo financeiro.</strong></u></span></span></p> <p style="text-align: justify;" align="justify"> </p> <p style="text-align: justify;" align="justify"><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: medium;">O conceito de escritura pública consta do Código civil:</span></span></p> <p style="text-align: justify;" align="justify"> </p> <p style="text-align: justify;" align="justify"><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: small;"><em>Art. 215. A escritura pública, lavrada em notas de tabelião, é documento dotado de fé pública, fazendo prova plena.</em></span></span></p> <p style="text-align: justify;" align="justify"> </p> <p style="text-align: justify;" align="justify"><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: medium;">Assim, o Código Civil considera “escritura pública” aquela que é lavrada em notas de tabelião, sendo dotada de fé pública, fazendo prova plena. Trata-se de um conceito de escritura em sentido amplo.</span></span></p> <p style="text-align: justify;" align="justify"> </p> <p style="text-align: justify;" align="justify"><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: medium;">A palavra “escritura” pode ser usada em sentido amplo, como gênero, da qual são espécies: </span></span><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: medium;">a procuração, a ata notarial sem conteúdo financeiro, a escritura sem conteúdo financeiro e a escritura pública com conteúdo financeiro (que engloba tanto a ata notarial com conteúdo financeiro quanto as escrituras públicas em sentido estrito – ou seja, os negócios jurídicos).</span></span></p> <p style="text-align: justify;" align="justify"> </p> <p style="text-align: justify;" align="justify"><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: medium;">O Código de Normas de Minas Gerais (Provimento nº 260/CGJ-MG) deixa ainda mais claro que a ata notarial para usucapião está compreendida no conceito de escritura pública com conteúdo financeiro, pois assim dispõe:</span></span></p> <p style="text-align: justify;" align="justify"> </p> <p style="text-align: justify;" align="justify"><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: small;"><em>CAPÍTULO II</em></span></span></p> <p style="text-align: justify;" align="justify"><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: small;"><em>DAS ESCRITURAS PÚBLICAS</em></span></span></p> <p style="text-align: justify;" align="justify"><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: small;"><em>Art. 155. A escritura pública é o instrumento público notarial dotado de fé pública e força probante plena, em que são acolhidas declarações sobre atos jurídicos ou declarações de vontade inerentes a negócios jurídicos para as quais os participantes devam ou queiram dar essa forma legal.</em></span></span></p> <p style="text-align: justify;" align="justify"><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: small;"><em>§ 1º As escrituras públicas podem referir-se a situações jurídicas com ou sem conteúdo financeiro.</em></span></span></p> <p style="text-align: justify;" align="justify"><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: small;"><em>§ 2º </em></span></span><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: small;"><em><strong>Consideram-se escrituras públicas relativas a situações jurídicas com conteúdo financeiro aquelas cujo objeto tenha repercussão econômica central e imediata, </strong></em></span></span><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: small;"><em><u><strong>materializando</strong></u></em></span></span> <span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: small;"><em><u><strong>ou sendo parte</strong></u></em></span></span><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: small;"><em><strong> de negócio jurídico com relevância patrimonial ou econômica, </strong></em></span></span><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: small;"><em><u><strong>como</strong></u></em></span></span><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: small;"><em><strong> a transmissão, </strong></em></span></span><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: small;"><em><u><strong>a aquisição de bens, direitos e valores, a constituição de direitos reais sobre eles</strong></u></em></span></span><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: small;"><em><strong> ou a sua divisão.</strong></em></span></span><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: small;"> (grifamos)</span></span></p> <p style="text-align: justify;" align="justify"> </p> <p style="text-align: justify;" align="justify"> </p> <p style="text-align: justify;" align="justify"><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: medium;">Assim, desde sempre, como se cobra a ata com conteúdo financeiro? Da mesma forma que se cobram </span></span><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: medium;"><u>todas as escrituras com conteúdo financeiro</u></span></span><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: medium;">, ou seja, aplicando-se o item 4, b, da Tabela 1.</span></span></p> <p style="text-align: justify;" align="justify"> </p> <p style="text-align: justify;" align="justify"><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: medium;">E tal conclusão também corresponde à determinação do parágrafo único do art. 1º da Lei Federal nº 10.169/2000, pois </span></span><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: medium;">o valor fixado para os emolumentos deverá corresponder ao efetivo custo e à adequada e suficiente remuneração dos serviços prestados. </span></span></span></p> <p style="text-align: justify;" align="justify"> </p> <p style="text-align: justify;" align="justify"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: medium;">A ata notarial para fins de usucapião é tão trabalhosa<a class="sdfootnoteanc" href="#sdfootnote3sym" name="sdfootnote3anc"><sup>3</sup></a> quanto qualquer outra escritura relativa a situação jurídica com conteúdo financeiro, já que deverá</span></span></span><u> </u><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: medium;">incluir o depoimento pessoal do requerente sobre o tempo de sua posse e de seus antecessores; o depoimento, se possível, dos titulares de direitos reais e de outros direitos registrados ou averbados na matrícula do imóvel usucapiendo e na matrícula dos imóveis confinantes; o depoimento, se possível, de todos os confrontantes da gleba a localizar, condôminos ou não; a descrição da ocupação </span></span><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: medium;"><u>após diligência do tabelião ou de seu preposto<a class="sdfootnoteanc" href="#sdfootnote4sym" name="sdfootnote4anc"><sup>4</sup></a></u></span></span><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: medium;">, se houver solicitação respectiva; a menção ao justo título ou a quaisquer outros documentos que demonstrem a origem, a continuidade, a natureza e o tempo da posse, tais como o pagamento dos impostos e das taxas que incidirem sobre o imóvel; a menção à planta e memorial descritivo mencionados no inciso II do art. 216-A; a menção às certidões negativas dos distribuidores da comarca da situação do imóvel e do domicílio do requerente; devendo permanecer arquivados no Tabelionato cópias simples de todos os documentos originais que instruirão a ata, </span></span><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: medium;"><u><strong>que será juntada ao processo administrativo de usucapião.</strong></u></span></span></p> <p style="text-align: justify;" align="justify"> </p> <p style="text-align: justify;" align="justify"><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: medium;">Nesse sentido o ENUNCIADO CNB – 2015 nº 7:     </span></span></p> <p style="text-align: justify;" align="justify"> </p> <p style="text-align: justify;" align="justify"><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: small;"><em>A ata notarial para fins de usucapião extrajudicial, prevista no inciso I do artigo 216-A do Código de Processo Civil, deve conter todas as informações e constatações possíveis para comprovar a existência da posse.</em></span></span></p> <p style="text-align: justify;" align="justify"> </p> <p style="text-align: justify;" align="justify"> </p> <p style="text-align: justify;" align="justify"> </p> <p style="text-align: justify;" align="justify"> </p> <p style="text-align: justify;" align="justify"> </p> <p style="text-align: justify;" align="justify"><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: medium;"><strong>3- A norma interpretativa tributária </strong></span></span></p> <p style="text-align: justify;" align="justify"> </p> <p style="text-align: justify;" align="justify"><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: medium;">As normas tributárias interpretativas são aquelas declaratórias de direitos já assegurados por normas anteriores, sendo publicadas apenas para esclarecer o conteúdo dessas normas publicadas antes, integrando-se com o sistema jurídico vigente. </span></span><span style="font-family: Arial, serif;">Aliomar Baleeiro<a class="sdfootnoteanc" href="#sdfootnote5sym" name="sdfootnote5anc"><sup>5</sup></a> esclarece sobre a norma interpretativa:</span></p> <p style="text-align: justify;" align="justify"> </p> <p style="text-align: justify;" align="justify"><span style="font-family: 'Times New Roman', serif;"><span style="font-size: medium;"><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: small;"><em>Apesar da cláusula "em qualquer caso", cremos que o texto se refere à lei realmente interpretativa, isto é, que revela o exato alcance da lei anterior, sem lhe introduzir gravame novo, nem submeter à penalidade por ato que repousou no entendimento anterior</em></span></span><span style="color: #707070;"><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: small;"><em>.</em></span></span></span></span></span></p> <p style="text-align: justify;" align="justify"> </p> <p style="text-align: justify;" align="justify"><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: medium;">O Código Tributário Nacional<a class="sdfootnoteanc" href="#sdfootnote6sym" name="sdfootnote6anc"><sup>6</sup></a> admite até mesmo a retroatividade de norma tributária interpretativa, assim, não há dúvida de que pode o Conselho Nacional de Justiça, no Provimento nº 65, publicar uma norma que entra em vigor de imediato, porque simplesmente está esclarecendo que a lei estadual referente às escrituras com valor sempre foi aplicável às atas notariais para fins de usucapião. </span></span></p> <p style="text-align: justify;" align="justify"> </p> <p style="text-align: justify;" align="justify"><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: medium;"><strong>Conclusão</strong></span></span></p> <p style="text-align: justify;" align="justify"><span style="font-family: 'Times New Roman', serif;"><span style="font-size: medium;"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Arial, serif;">Como já tínhamos esclarecido em 18 de novembro de 2015, no nosso artigo denominado </span></span><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Arial, serif;"><em>A ata notarial para fins de usucapião tem conteúdo financeiro, </em></span></span><span style="font-family: Arial, serif;">a forma de cobrança da ata notarial para fins de usucapião administrativa, na ausência de norma específica, é a mesma aplicável às demais escrituras com conteúdo financeiro.</span></span></span></p> <p style="text-align: justify;" align="justify"><span style="font-family: 'Times New Roman', serif;"><span style="font-size: medium;"><span style="font-family: Arial, serif;">O Conselho Nacional de Justiça - CNJ, por meio do </span><span style="font-family: Arial, serif;">Provimento nº 65, de 14 de dezembro de 2017, </span><span style="font-family: Arial, serif;">que é uma norma interpretativa, reconheceu que a ata notarial para fins de usucapião sempre teve foi uma escritura com conteúdo financeiro, tanto que determinou a aplicação imediata das tabelas estaduais referentes a essas escrituras.</span></span></span></p> <p style="text-align: justify;" align="justify"><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: medium;">As normas fiscais interpretativas são aquelas declaratórias de direitos já assegurados por normas anteriores, sendo publicadas apenas para esclarecer o conteúdo das normas anteriormente publicadas, e podem até mesmo ser aplicadas de forma retroativa. </span></span></p> <p style="text-align: justify;" align="justify"><span style="font-family: 'Times New Roman', serif;"><span style="font-size: medium;"><span style="font-family: Arial, serif;">Não há dúvida, pois, de que pode o Conselho Nacional de Justiça, no Provimento nº 65, determinar que, </span><span style="font-family: Arial, serif;">na ausência de lei estadual específica, os emolumentos relativos à ata notarial para fins de usucapião serão aqueles aplicáveis aos </span><span style="font-family: Arial, serif;">atos de conteúdo econômico. E a determinação do CNJ está de acordo com o ordenamento jurídico vigente porque simplesmente está esclarecendo que a lei estadual referente às escrituras com valor sempre foi aplicável às atas notariais para fins de usucapião. </span></span></span></p> <p style="text-align: justify;" align="justify"><span style="font-family: 'Times New Roman', serif;"><span style="font-size: medium;"><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: small;">*</span></span><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: small;"> Letícia Franco Maculan Assumpção é graduada em Direito pela Universidade Federal de Minas Gerais (1991), pós-graduada e mestre em Direito Público. Foi Procuradora do Município de Belo Horizonte e Procuradora da Fazenda Nacional. Aprovada em concurso, desde 1º de agosto de 2007 é Oficial do Cartório do Registro Civil e Notas do Distrito de Barreiro, em Belo Horizonte, MG. É professora e coordenadora da pós-graduação em Direito Notarial e Registral do CEDIN – Centro de Direito e Negócios e autora de diversos artigos na área de Direito Tributário, Direito Administrativo, Direito Civil e Direito Notarial, publicados em revistas jurídicas. É autora dos livros “Função Notarial e de Registro” e “Casamento e Divórcio em Cartórios Extrajudiciais do Brasil”. É Presidente do Colégio do Registro Civil de Minas Gerais e Diretora do CNB/MG</span></span></span></span></p> <div id="sdfootnote1" style="text-align: justify;"> <p><span style="font-size: small;"><a class="sdfootnotesym" href="#sdfootnote1anc" name="sdfootnote1sym">1</a><sup></sup> <span style="font-family: Arial, serif;">Disponível em: http://www.notariado.org.br/index.php?pG=X19leGliZV9ub3RpY2lhcw==&in=NjY0MA. Acesso em: 25 jan. 2018.</span></span></p> </div> <div id="sdfootnote2" style="text-align: justify;"> <p align="justify"><span style="font-family: 'Times New Roman', serif;"><span style="font-size: medium;"><a class="sdfootnotesym" href="#sdfootnote2anc" name="sdfootnote2sym">2</a><sup><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: small;"></span></span></sup> <em><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: small;">Art. 216-A. </span></span></span></em><strong><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: small;"><em>Sem prejuízo da via jurisdicional, </em></span></span></span></strong><strong><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: small;"><em><u>é admitido o pedido de reconhecimento extrajudicial de usucapião</u></em></span></span></span></strong><strong><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: small;"><em>, que será processado diretamente perante o cartório do registro de imóveis da comarca em que estiver situado o imóvel usucapiendo, </em></span></span></span></strong><strong><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: small;"><em><u>a requerimento do interessado, representado por advogado, instruído com:</u></em></span></span></span></strong><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: small;"><br /> </span></span></span><em><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: small;"><strong>I - </strong></span></span></span></em><em><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: small;"><u><strong>ata notarial lavrada pelo tabelião</strong></u></span></span></span></em><em><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: small;"><strong>, atestando o tempo de posse do requerente e seus antecessores, conforme o caso e suas circunstâncias;</strong></span></span></span></em><span style="color: #333333;"><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: small;"> (sem grifos no original)</span></span></span></span></span></p> <p> </p> </div> <div id="sdfootnote3" style="text-align: justify;"> <p align="justify"><span style="font-size: small;"><a class="sdfootnotesym" href="#sdfootnote3anc" name="sdfootnote3sym">3</a><sup><span style="font-family: Arial, serif;"></span></sup><span style="font-family: Arial, serif;"> Na verdade a ata notarial para fins de usucapião é até mais trabalhosa do que a grande maioria das demais escrituras públicas relativas a situação jurídica com conteúdo financeiro, como compra e venda e doação.</span></span></p> </div> <div id="sdfootnote4" style="text-align: justify;"> <p align="justify"><span style="font-family: 'Times New Roman', serif;"><span style="font-size: medium;"><a class="sdfootnotesym" href="#sdfootnote4anc" name="sdfootnote4sym">4</a><sup><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: small;"></span></span></sup> <span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: small;"><u>Sobre a diligência do tabelião ou seu preposto</u></span></span><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: small;"> para verificar a ocupação da área objeto de usucapião, houve manifestação de alguns registradores de imóveis no sentido de que a diligência seria OBRIGATÓRIA para dar segurança jurídica ao ato. Importante ressaltar que tal DILIGÊNCIA somente pode ser realizada por </span></span><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: small;"><u><strong>Tabelião do Município onde está localizada a área</strong></u></span></span><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: small;">, posto que, nos termos do art. 9º da Lei nº 8.935/94 o tabelião de notas não pode praticar atos fora do Município para o qual recebeu a delegação.</span></span></span></span></p> <p align="justify"><a name="art9"></a> <span style="font-family: 'Times New Roman', serif;"><span style="font-size: medium;"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: small;"><em>Lei 8.935/94 -  </em></span></span></span><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: small;"><em>Art. 9º O tabelião de notas não poderá praticar atos de seu ofício fora do Município para o qual recebeu delegação</em></span></span></span><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: small;">.</span></span></span></span></span></p> <p> </p> </div> <div id="sdfootnote5" style="text-align: justify;"> <p><span style="font-size: small;"><a class="sdfootnotesym" href="#sdfootnote5anc" name="sdfootnote5sym">5</a><sup><span style="font-family: Arial, serif;"></span></sup> <span style="font-family: Arial, serif;">BALEEIRO, Aliomar. </span><em><span style="font-family: Arial, serif;">Direto Tributário Brasileiro</span></em><span style="font-family: Arial, serif;">. 10ª ed. Rio de Janeiro: Ed. Forense, 1993.</span></span></p> <p> </p> </div> <div id="sdfootnote6"> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small;"><a class="sdfootnotesym" href="#sdfootnote6anc" name="sdfootnote6sym">6</a><sup><span style="font-family: Arial, serif;"></span></sup><span style="font-family: Arial, serif;"> Art. 106, I do Código Tributário Nacional. </span></span></p> </div>
29/01/2018 14:04:27